Laboratórios Colaborativos do setor Agroalimentar contribuem para a trajetória de êxito dos CoLABs

O estudo “Impacto Socioeconómico dos Laboratórios Colaborativos (CoLABs)”, promovido pelo Fórum dos Laboratórios Colaborativos (FCoLAB), em parceria com a Porto Business School (PBS), e apresentado na passada quinta-feira, conclui que os CoLABs geraram 261,6 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB) e sustentaram 2.178 postos de trabalho diretos, indiretos e induzidos em Portugal. Entre 2021 e 2025, o investimento público de 115 milhões de euros nestas estruturas traduziu-se numa receita pública estimada de 92,8 milhões de euros, equivalente a cerca de 81% do financiamento público recebido, reforçando o papel dos 41 CoLABs enquanto ponte entre ciência, empresas e necessidades concretas dos setores produtivos.

O InnovPlantProtect (InPP) participou neste estudo e na sessão pública de apresentação através do seu diretor executivo, António Saraiva, representando o setor Agroalimentar, uma área estratégica da economia portuguesa particularmente relevante para responder a desafios ligados à sustentabilidade, segurança alimentar, sanidade vegetal, inovação agrícola e adaptação às alterações climáticas.

O setor Agroalimentar e Florestal conta atualmente com oito Laboratórios Colaborativos (CoLABs): InnovPlantProtect, MORE CoLAB, FeedInov, Smart Farm CoLAB, Food4Sustainability, Vines & Wines, ForestWISE e Colab4Food, refletindo a diversidade e complementaridade das agendas de investigação e inovação dirigidas ao setor produtivo.

Só em 2025, os CoLABs geraram 74,7 milhões de euros de VAB, 26,5 milhões de euros em receitas fiscais, mobilizaram mais de 300 milhões de euros em inovação colaborativa no âmbito do PRR e captaram mais de 28 milhões de euros em projetos Horizon Europe, evidenciando uma crescente capacidade de mobilização de investimento e inovação. De acordo com o estudo, estas estruturas não competem diretamente com empresas, atuando sobretudo em contextos onde existem falhas de mercado, ausência de capacidade tecnológica instalada ou elevados níveis de incerteza técnica, desempenhando um papel decisivo na criação de novas capacidades económicas e científicas em Portugal.

Segundo o mesmo estudo, os CoLABs afirmam-se como infraestruturas de interface, posicionadas entre o conhecimento científico e a sua aplicação prática, aproximando universidades, centros de investigação, empresas, associações e entidades públicas para responder a desafios concretos da economia e da sociedade. O relatório destaca ainda a relevância dos CoLABs em áreas como o agroalimentar e floresta, reconhecendo o seu papel na valorização do conhecimento, na transferência de tecnologia e na criação de capacidade técnica e científica aplicada.

“Os resultados deste estudo demonstram que os CoLABs geram impacto económico real e têm um papel decisivo na ligação entre conhecimento científico e aplicação prática. No setor agroalimentar e florestal, esta missão é especialmente importante, porque os desafios ligados à sanidade vegetal, sustentabilidade dos sistemas produtivos e adaptação às alterações climáticas exigem inovação colaborativa e soluções com aplicação prática.”, afirma António Saraiva, diretor executivo do InPP.

A participação do InPP neste estudo e na sessão de apresentação reforça o compromisso do CoLAB com uma inovação colaborativa, orientada para a criação de impacto económico, social e ambiental, contribuindo para um setor agroalimentar e florestal mais resiliente, sustentável e competitivo.

Estudo disponível aqui.

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