FENAREG e Município de Reguengos de Monsaraz promovem debate estratégico sobre o futuro da água e do regadio

XVII Jornadas FENAREG - Encontro Regadio 2026 irão ter lugar a 17 e 18 de novembro, numa organização conjunta da FENAREG e da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, para debater o futuro da água e do regadio em Portugal, a iniciativa “Água que Une”, a governança e os desafios do financiamento

Fenareg

A Federação Nacional de Regantes de Portugal (FENAREG), em parceria com a Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, promovem nos dias 17 e 18 de novembro de 2026, no Pavilhão Multiusos do Parque de Feiras e Exposições de Reguengos de Monsaraz, as XVII Jornadas FENAREG – Encontro Regadio 2026. Esta iniciativa reunirá decisores políticos, entidades públicas, associações de regantes, agricultores e especialistas para refletir e debater um dos desafios mais estratégicos para o futuro do país: a gestão sustentável da água e o papel determinante do regadio na competitividade da agricultura portuguesa, na resiliência hídrica do território e na salvaguarda da soberania alimentar nacional.

O encontro afirma-se como um espaço privilegiado para debater e analisar soluções num contexto particularmente exigente, marcado pela crescente pressão sobre os recursos hídricos, pelos desafios da adaptação às alterações climáticas e pela necessidade de reforçar a resiliência, a produtividade e a segurança alimentar.

 

Reguengos de Monsaraz como território estratégico para o futuro do regadio

“Para o Município de Reguengos de Monsaraz, acolher as Jornadas FENAREG - Encontro Regadio 2026 representa um momento de grande relevância estratégica. O regadio é hoje um instrumento essencial para garantir a sustentabilidade, a competitividade agrícola, a adaptação às alterações climáticas e a valorização económica dos territórios do interior”, afirma Marta Prates, Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz.

A autarca sublinha ainda que: “num concelho profundamente ligado à terra, à agricultura e à produção de qualidade, o desenvolvimento do Bloco de Rega de Reguengos constitui uma oportunidade determinante para reforçar a resiliência do setor agrícola, fixar investimento, criar valor e projetar o futuro da região”.

Por seu turno, José Núncio, Presidente da FENAREG, sublinha que a escolha de Reguengos de Monsaraz para acolher o Encontro do Regadio 2026 reflete a relevância estratégica desta região no futuro do regadio nacional: “O novo circuito hidráulico de Reguengos de Monsaraz, integrado no Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA), representa um investimento superior a 100 milhões de euros e permitirá criar cerca de 8.500 hectares de novas áreas de regadio nos concelhos de Reguengos de Monsaraz, Évora e Redondo. Trata-se de uma infraestrutura estruturante que assinala uma nova etapa na expansão do Alqueva e reforça o papel do regadio como motor de desenvolvimento económico, coesão territorial e sustentabilidade ambiental. Ao garantir uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos, esta obra cria condições para aumentar a produção agrícola, diversificar culturas, gerar valor e consolidar o Alentejo como uma referência de inovação e resiliência no setor agroalimentar português. O regadio continua a afirmar-se como uma das maiores forças transformadoras do território, garantindo mais produção, mais sustentabilidade e mais futuro para o Alentejo e para Portugal”

 

“Água que Une”: uma visão estratégica para a gestão integrada da água

No centro das Jornadas estará o ponto de situação da iniciativa “Água que Une”, entendida como uma oportunidade estruturante para consolidar uma abordagem mais integrada, eficiente e sustentável da gestão da água em Portugal, reforçando o papel do regadio como infraestrutura essencial ao desenvolvimento económico, à coesão territorial e à valorização do mundo rural.

“A água é um recurso estratégico, mas é também um ponto de encontro entre gerações, territórios e setores de atividade. As XVII Jornadas da FENAREG 2026 querem afirmar essa visão: a de uma água que une, que transforma e que garante o futuro”, defende o Presidente da FENAREG, acrescentando: “iremos este ano reunirmo-nos em Reguengos de Monsaraz para pensarmos nas soluções concretas e reforçar a convicção de que investir no regadio é investir na resiliência e na sustentabilidade de Portugal. A água não é apenas um recurso; é um fator estruturante de união, desenvolvimento e futuro”.

 

Governança e participação do setor no centro do debate

As Jornadas irão este ano aprofundar a reflexão sobre a necessidade de evolução do modelo de gestão e governança, mais moderno, participativo e próximo das realidades do terreno, valorizando a experiência das entidades gestoras e reforçando a corresponsabilização entre Administração Pública e utilizadores da água na agricultura.

Outro dos eixos centrais será o papel das associações de regantes e do setor agrícola na construção das soluções futuras, com destaque para o reforço dos mecanismos de cooperação institucional, nomeadamente através do estabelecimento de protocolos com a Autoridade Nacional do Regadio, fundamentais para promover maior eficiência, descentralização e capacidade de resposta.

Entre os temas mais sensíveis em debate estarão ainda os desafios associados à propriedade privada, uma questão determinante para a concretização, modernização e expansão de projetos hidroagrícolas, que exige soluções equilibradas entre os direitos individuais e o interesse coletivo da gestão estratégica da água.

Num momento decisivo para Portugal, em que se impõe definir como gerir de forma estratégica e sustentável um dos seus recursos mais valiosos (a água), as XVII Jornadas FENAREG – Encontro Regadio 2026 afirmam-se como um fórum incontornável para pensar o futuro, inspirar políticas públicas e mobilizar vontades em torno de um regadio mais resiliente, mais moderno e mais preparado para enfrentar os desafios climáticos, económicos e sociais que marcam o nosso tempo.

Mais do que um espaço de debate, este encontro pretende ser um catalisador de ação, reforçando a importância do regadio como pilar da segurança alimentar, da coesão territorial e da competitividade da agricultura portuguesa. Porque decidir hoje sobre a água é, em última instância, decidir sobre o futuro do país.

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