Apicultores alertam para consequências negativas da vespa asiática

vespa

O aparecimento frequente de ninhos de vespas asiáticas levou os apicultores do Norte a apelarem à investigação científica deste fenómeno que, acreditam, pode ter consequências negativas no ecossistema.

O presidente da Associação de apicultores do Norte de Portugal esclareceu que em Portugal ainda se sabe pouco sobre a vespa asiática e que é necessário «fazer um apelo às entidades competentes no sentido de criar as melhores condições para que os ninhos possam ser estudados pelos cientistas».

http://bs.serving-sys.com/BurstingPipe/adServer.bs?cn=tf&c=19&mc=imp&pli=14388548&PluID=0&ord=04bf00279e&rtu=-1«Hoje agimos já de uma forma mais eficaz do que na fase inicial. No entanto, é como eu digo, era bom que houvesse mais estudos para esta espécie, nomeadamente sobre as fundadoras, sobre a vespa em geral» acrescentou João Valente.

O responsável explicou ainda que a vespa asiática tem um impacto negativo no ecossistema, porque, por serem carnívoras, «comem tudo que seja inseto», o que resulta numa «baixa na produção de frutos, de legumes, de produtos comestíveis e esse é o principal problema».

O Batalhão de Sapadores Bombeiros do Porto, em colaboração com a Associação dos Apicultores do Norte de Portugal, procedeu hoje, pelas 19h00, à remoção de um ninho de vespa asiática na Praça Coronel Pacheco, na baixa portuense.

Manuel Rebelo de Carvalho, comandante dos bombeiros e curador operacional municipal da Proteção Civil, afirmou à Lusa que dos 115 ninhos de vespas asiáticas avistados no Município do Porto no último ano, 90 foram já destruídos.

«Não sendo uma ameaça imediata, ainda não foi promovida a destruição completa, mas, nos próximos dias, vai-se proceder a outras operações semelhantes», adiantou.

O comandante do batalhão de sapadores assegurou que a vespa é um predador natural de outros insetos, criando assim um problema para a biodiversidade e, «de forma secundária, poderá eventualmente ser também para as pessoas».

«O período favorável para o desenvolvimento de ninhos de vespas decorre a partir de fevereiro, sendo que um ninho pode conter cerca de duas mil vespas, num espaço que se associa a um ovo, com uma altura de um metro e diâmetro 60 a 80 centímetros», acrescentou.

Esta espécie predadora de vespa foi introduzida na Europa através do porto de Bordéus, em França, em 2004.

Os primeiros indícios da sua presença em Portugal surgiram em 2011, mas a situação só se agravou a partir no final do seguinte. 

Fonte: Lusa 

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