Ajudas pagas aos produtores florestais subiram 29,1% em 2013

As ajudas que são pagas aos produtores florestais aumentaram 29,1% em 2013, face ao ano anterior, para 100,4 milhões de euros, indicou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O INE publicou um destaque relativo às contas económicas da silvicultura, verificaram-se subidas em todos os tipos de apoios à produção florestal, nomeadamente nos subsídios aos produtos, outros subsídios à produção e as transferências de capital.

O INE indica que o total de ajudas à produção florestal, em 2013, foi de 100,4 milhões de euros, a preços correntes e de acordo com dados ainda provisórios.

Neste valor, incluem-se 77,22 milhões de euros em subsídios e 23,19 milhões em transferências de capital.

Em 2013, ano para o qual os dados divulgados são ainda provisórios, a taxa de apoio à produção foi de 6,6%, ou seja, os montantes pagos corresponderam a 6,6% do valor da produção na atividade silvícola, que a preços correntes totalizou 879,18 milhões de euros.

O INE indica ainda que a taxa de apoio à produção registada em 2013 foi a mais elevada desde o início da atual série, em 1986, representando mais 1,2 pontos percentuais que em 2012 e mais 3,1 pontos percentuais que em 2000.

Quanto ao valor acrescentado bruto (VAB) das atividades silvícola e de exploração florestal, cresceu 6% em 2013 face ao ano anterior, em termos reais, indica também o INE.

Esta evolução teve origem na «conjugação do aumento, em volume, da produção (mais 4,3%) e a relativa estabilização do consumo intermédio (mais 0,3%)», explica o instituto.

Entre 2000 e 2009, o VAB da silvicultura diminuiu de ano para ano, mas desde 2010 observou-se «uma inflexão com acréscimos anuais sucessivos», que se traduziu num crescimento médio anual de 6,1% em volume e 6,8% em valor, entre 2010 e 2013.

Quanto ao valor da produção da silvicultura, registou um aumento nominal de 5,5% em 2013, face ao ano anterior, devido a acréscimos de 6,7% na produção de madeira, de 6% na produção de cortiça e de 2,9% nos serviços silvícolas.

O produto com maior importância em 2013 foi a madeira para triturar, que representou 44,6% da produção de bens florestais nesse ano, e tem mostrado uma tendência de acréscimo do seu peso relativo desde 2008, indica o INE.

A madeira para triturar destina-se sobretudo à indústria de pasta de papel, à produção de madeira para fins energéticos, como ‘pellets’ (usados em salamandras), e ao fabrico de aglomerados. As espécies de árvores mais utilizadas são pinheiros bravos e eucaliptos.

Pelo contrário, o peso da produção de cortiça foi diminuindo de 2008 até 2013, representando nesse último ano 29,1% dos bens florestais produzidos.

Ainda assim, em 2013, a produção de cortiça cresceu 6% em termos nominais, face ao ano anterior, devido a subidas no volume produzido (mais 1,9%) quer nos preços (mais 4%).

Fonte: Lusa 

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